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Archive for junho \30\UTC 2009

“(…) O fato inconteste é que a era dos grandes inventores de fórmulas do cinema acabou e está bem enterrada. Mas é preciso que a nova geração, cujo conhecimento cinematográfico, se muito, se concentra mais nos anos 90 e, pouco, nos 80, precisa, urgentemente, se quiser compreender o cinema contemporâneo, voltar-se para o passado para entender as contribuições daqueles filmes essenciais, aquelas obras que provocaram choques estéticos quando foram apresentadas.

É preciso que se veja, mas ver e rever com um olhar investigatório e, mesmo, se for o caso, arqueológico: O encouraçado Potemkin e Outubro, de Sergei Eisenstein, Aurora (Sunrise), de Friedrich W. Murnau, A paixão de Joana D’Arc, de Carl Theodor Dreyer, Luzes da cidade, de Charles Chaplin, Cidadão Kane, de Orson Welles, Roma, cidade aberta, de Roberto Rossellini, Ladrões de bicicleta, de Vittorio De Sica, Rocco e seus irmãos, de Luchino Visconti, Rastros de ódio, de John Ford, Morangos silvestres, de Ingmar Bergman, a trilogia A aventura/A noite/O eclipse, de Michelangelo Antonioni, Histórias de Tóquio, de Yasujiro Ozu, Os melhores anos de nossas vidas, de William Wyler, Hiroshima, mon amour e O ano passado em Marienbad, de Alain Resnais, Acossado, de Jean-Luc Godard, Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, Assim estava escrito, de Vincente Minnelli, Cantando na chuva, de Stanley Donen/Gene Kelly, Crepúsculo dos deuses, de Billy Wilder, Os brutos também amam (Shane), de George Stevens, Crônica de um verão, de Jean Rouch e Edgar Morin, Retrato de mulher, de Frtiz Lang, A regra do jogo, de Jean Renoir, Um punhado de bravos, de Raoul Walsh, Pickpocket, de Robert Bresson, Um corpo que cai, de Alfred Hitchcock, Matar ou morrer, de Frerd Zinnemann, Contos da lua vaga, de Kenji Mizoguchi, A roda da fortuna, de Vincente Minnelli, Meu tio, de Jacques Tati, A condessa descalça, de Joseph L. Mankiewicz, Johnny Guitar, de Nicholas Ray, Sedução de carne, de Luchino Visconti, Oito e meio, de Federico Fellini, Lola Montès, de Max Ophuls, O mensageiro do diabo, de Charles Laughton, Palavras ao vento, de Douglas Sirk, O sétimo selo, de Ingmar Bergman, Cinzas e diamantes, de Andrdzej Wajda, Onde começa o inferno (Rio Bravo), de Howard Hawks, entre muitos e muitos outros.

Para se ter o prazer de se tomar, em alta tensão, alguns choques estéticos”.

Texto completo no Terra Magazine.

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1 – De manhã cedo, banho tomado pra trabalhar, colocar o DVD de Vanessa da Mata e ouvir três músicas.

2 – Durante o dia ler algumas poesias de “Todas as horas e antes”, de Neide Archanjo.

3 – Noite: assistir Caramelo (é lindo!)

4 – Além-noite: Djavan cantando Tatuagem.

Arte pra engrandecer a alma, colorir os dias.

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Tendo em vista toda a contribuição da literatura na formação da história cultural do Brasil, surgiu em nós o desejo de levar aos estudantes, não apenas desta instituição, mas de outras cidades circunvizinhas, um pouco da leitura das produções literárias na Bahia, que em muito contribuiu e tem contribuído para a manutenção da qualidade da literatura brasileira. Quando nos debruçamos sobre a obra de autores nascidos ou radicados na Bahia, percebemos a qualidade dos textos, que conseguem tratar de temáticas que vão além do regionalismo, conferindo a estes um caráter atemporal, característica de toda boa literatura.

Dessa forma, julgamos pertinente divulgar autores como Adelice Souza, Aleilton Fonseca, Ângela Vilma, Carlos Barbosa, Dênison Padilha Filho, Eliana Mara Chiossi, Elieser César, Gustavo Rios, Katherine Funke, Mayrant Gallo, Mônica Menezes, Nívia Maria Vasconcellos, Renata Belmonte e Wladimir Cazé, que em suas obras têm conseguido projetar a Bahia no cenário literário nacional. Com textos de linguagem fácil e ao mesmo tempo refinada, capazes de despertar a atenção do leitor e, acima de tudo, fazê-lo refletir diante dos assuntos abordados, esses autores trazem uma profunda análise da condição humana, além de possuir uma técnica narrativa inovadora, ao estilo dos grandes escritores contemporâneos.

Data: 03. 08. 09

Carga Horária: 10 horas

Valor: R$ 6,00

Local: Anfiteatro – Módulo II

Inscrições: D.A de Letras ou por meio do preenchimento da ficha de inscrição que deverá ser enviada para o e-mail: encontroliterariouefs@gmail.com, juntamente com o comprovante de depósito identificado.

Informações:

Lidiane Nunes: (75) 8804-9898

Lisiane Matos: (75) 8108-0101

Programação

MESA 1 (8:30 às 11:00):


Confissão e ficção na literatura contemporânea.

Ângela Vilma

Eliana Mara Chiossi

Mônica Menezes

Nívia Maria Vasconcellos

Renata Belmonte
MESA 2 (14:00 às 15:30):


A literatura como meio de sobrevivência na sociedade contemporânea é possível?

Aleilton Fonseca

Carlos Barbosa

Elieser Cesar

Mayrant Gallo

MESA 3 (16:00 às 17:30):


A palavra e o corpo: a literatura como performance.

Adelice Souza

Dênison Padilha Filho

Gustavo Rios

Katherine Funke

Wladimir Cazé

Recital e Lançamentos de Livros (17:30 às 19:00)

*Texto da organização do evento

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Imagem da Publifolha

Só uma alma como a do poetinha poderia construir uma imagem dessas.

“Eu creio na alma
Nau feita para as grandes travessias
Que vaga em qualquer mar e habita em qualquer porto
Eu creio na alma imensa
A alma dos grandes mistérios
A grande alma que em vão busquei sufocar
Eu creio na alma eterna
A alma boa, a alma pura, a alma singela
A alma que possui o espaço
A alma que não possui o tempo
A grande alma sozinha
Capaz de conter toda a humanidade
Senhor! Eu creio nela
Eu creio na minha alma extraordinária
Ela era como o templo
Onde os vendilhões mercadejavam
Ela expulsou os vendilhões, Senhor!
E os pássaros cantaram.
Eu creio na alma grande
Em busca dum élan que a lance sempre
Para o eterno movimento
A alma espelho das águas
Onde o céu reflete os pássaros que voam
Eu creio em ti, Senhor
Porque és a alma que é o céu onde os pássaros voam
E que se reflete no espelho das águas
Porque és a grande alma que paira
Eu creio em mim, Senhor
Porque sou alma feita à tua semelhante
Grande alma onipotente
Que no começo era o nada
O nada – vazio das almas
O nada cheio de treva e maldição
Mas o espírito erguia-se do caos
E a treva fez-se luz
A luz cheia de átomos de vida
A luz – a grande luz que sobe sempre”.

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Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas”.

Cartas de amor de Edith Piaf são leiloadas em Paris

Reuters

Dezenas de cartas de amor da cantora Edith Piaf a um ciclista francês, nas quais ela descreve suas fantasias sexuais e jura parar de beber por ele, foram vendidas por 55 mil euros (77.400 dólares) num leilão em Paris nesta quinta-feira.

Quase tão famosa por seus muitos casos amorosos e vícios quanto por suas canções, Piaf escreveu as cartas, até agora desconhecidas, ao ciclista de campeonatos Louis Gerardin em 1951 e 1952, dedicando a ele sua canção “Plus bleu que tes yeux”.

A coleção também inclui telegramas, um bilhetinho e até mesmo uma carta da esposa de Gerardin, Bichette, a seu marido, descrevendo Piaf como “monstrinho”.

“Meu amor, quero lhe dizer que nenhum homem me seduziu tanto quanto você, e acredito verdadeiramente que estou fazendo amor pela primeira vez”, escreveu em uma das cartas a cantora, que morreu de câncer em 1963, aos 47 anos.

Em outras cartas ela promete desistir de seu estilo de vida desregrado por Girardin, seu “Sr. Maravilha”, e converter-se em uma mulher “dócil”.

“Jurei na igreja que, se você vier, nunca mais na vida tocarei em um copo de álcool”, ela escreveu na série de cartas, que terminou com o casamento dela com outro homem, o cantor Jacques Pills.

No início do ano, uma carta de amor igualmente ardente de Piaf a um ator grego, dizendo a ele “não deixe meu coração morrer”, foi vendida por 1.500 euros num leilão na Grécia.

Nas cartas a Girardin, Piaf mistura amor apaixonado com desejo sexual, fazendo louvores às coxas e nádegas do ciclista.

“Quero ver você nu na cama, quero me deitar entre suas lindas coxas… e ser envolvida pelos membros normalmente usados apenas para andar e se sentar”, ela escreve em uma das cartas.

“Eu gostaria de ficar ali por muito tempo, sem me mexer, e deixar meus sonhos virarem realidade”.

Os fãs da voz rouca de Piaf e de sucessos dela como “La vie en rose” e “Non, je ne regrette rien” lotaram a sala de leilões da Christie’s no centro de Paris. A coleção de cartas foi arrematada por um comprador francês que fez seus lances pelo telefone.

O próprio Girardin teria dito a respeito de sua amante: “Quarenta e oito horas com Piaf são mais cansativas que uma volta na Tour de France”.

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o poeta abre a estrada a machado

brilha o metal

a camada descoberta
nutre o peito meio amargo
meio sôfrego

a partir dali
cada corte
é lasca do escrito que vai brilhar

ah! peito a descoberto,
quanta seiva há de brotar ainda!

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sete de junho

/www.salamalandro.redezero.org

Hoje, dia 07 de junho de 2009, completam-se 20 anos da morte de Paulo Leminski.

Como fazer um poema, sob a batuta dele.

Sem Budismo       

     Poema que é bom
acaba zero a zero.
        Acaba com.
Não como eu quero.
        Começa sem.
Com, digamos, certo verso,
        veneno de letra,
bolero. Ou menos.
        Tira daqui, bota dali,
um lugar, não caminho.
        Prossegue de si.
Seguro morreu de velho,
        e sozinho.
Ainda sobre a data, vale o artigo de André Dick, na Cronópios.

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