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Archive for julho \31\UTC 2009

CONVITE_GBV-RODIN jpg verso

Pesquei lá no blog de Karina Rabinovitz. O poema “da vida”, de autoria dela, estará por lá. Pra não ficar na vontade, olha ele aqui:

da vida

acordar
dar
cor
a

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martnália
Quando soube do relançamento, lembrei de um poema que havia feito no início deste ano.  Trago-o de volta para reavivar o sentimento que o samba desperta em mim.  Samba no pé, Mart’nália!

casa de samba cru
corpo nu

o samba é samba até a última hora

riso suspenso no ar
ijexá
quem rasga os raios lá fora?

suspende o mar
sacode pra lá e pra cá

desce o samba pro chão

dança quem tem cadência
o samba não tem ciência
é ritmo e ilusão

Pra sambar um pouco mais, as informações da Biscoito Fino:

A Biscoito Fino tem o prazer de relançar o primeiro CD da cantora e compositora. Minha Cara, projeto originalmente lançado há 12 anos, já revelava a personalidade marcante da artista. No release distribuído na época, Mart’nália explicava quem era, do que gostava e as influências que sofreu. Aí está o que ela escreveu:

“Há muito tempo que sou uma profissional da música. Canto e componho, mas o que me sinto mesmo é músico. Desde menininha foi assim. Estudei piano clássico quatro ou cinco anos. Me dou bem com o violão. E a percussão brasileira para mim não tem segredo. Desde os 17 anos, quando comecei a acompanhar o meu pai, ficou difícil conciliar a vida artística com os estudos. Mas terminei o segundo grau, no ADN do Méier, e cheguei a me inscrever no vestibular de Comunicação. A experiência com o grupo que acompanha Martinho me facilitou as coisas, me ensinou muito – mas a relação pessoal e musical que desenvolvi com os instrumentistas independeu de tudo. Tornei-me amiga e parceira de muita gente e isso já não tinha mais nada a ver com o fato de eu ser a filha do Martinho. Músicos como Cláudio Jorge, Ivan Machado, Itamar Assière, Jorjão Barreto e Arthur Maia, para citar só alguns, não iam me dar tanta força, compor comigo, só por ser meu pai quem é. Aliás, este Minha Cara começou quase como uma brincadeira minha com o Ivan. Íamos juntos para o estúdio e ficávamos experimentando coisas, concepções musicais que não tinham nada a ver com o trabalho de Martinho da Vila. Até que entendemos que o que era simplesmente lazer e prazer podia ser transformado num projeto profissional. Não pense, no entanto, que estou minimizando a importância do meu pai no meu estilo ou na minha vida. Pareço com ele, tenho o jeito dele – nas vezes em que tentei ir contra essa minha natureza, senti-me ridícula. Então, resolvi assumir. Sou filha dele e isso é mais que evidente, só que ele tem vários outros filhos e nenhum é assim. O que faço é muito brasileiro e carioca, mas traz as influências do jazz e do funk que eu frequentava em Pilares, da MPB que eu ouvi sempre. As levadas, os arranjos, tudo reflete essa mistura. Obviamente, isso não desmerece as horas maravilhosas em que me extasiei com os pagodes na casa do Candeia, aos quais meu pai me levava pela mão, nem a eterna saudade que sinto de Clara Nunes”.

MINHA CARA, O DISCO

NÃO ME BALANÇA MAIS – É uma parceria com a psicóloga Viviane Mosé. Num belo dia ela me mostrou uma carta enorme que escreveu para um namorado. A carta tinha aquelas redundâncias que a gente comete quando está muito envolvida emocionalmente. Aí, comecei a resumir com ela o que a carta dizia. De repente me veio o refrão. Peguei o violão e saiu: “e você já não mais me balança/e você não me balança mais, não.”

CONTRADIÇÃO – Também em parceria com Viviane Mosé, focaliza a ambiguidade das relações amorosas. A indecisão entre a necessidade de ir embora e a vontade de ficar.

PRA QUÊ VOU RECORDAR O QUE CHOREI? – De Carlos Dafé. Está no mesmo caso da música do Cassiano. É outra música que me leva de volta aos tempos da infância e da adolescência.

GRANDE AMOR – Das mais de trezentas músicas gravadas do meu pai, é uma das que mais gosto. Pela beleza da melodia, pelo encadeamento dos versos.

CONTO DE AREIA – De Toninho Nascimento e Romildo, criação inesquecível de Clara Nunes. E o axé da Clara não podia estar ausente deste meu trabalho.

MINHA CARA – Foi a minha admiração pela Nana Caymmi que me levou ao Dudu Falcão. Ouvia a Nana e sempre tinha algo do Dudu lá, o que aguçava mais a minha curiosidade. Nos tempos do Batakotô, pude afinal conhecê-lo e, agora, tive o privilégio de ganhar dele a música que dá titulo ao CD.

COLEÇÃO – Esta música é do Cassiano, soulman brasileiro injustamente esquecido, que embalou muito a minha adolescência. Ela também é a minha cara.

A FLOR E O SAMBA – Talvez a melhor definição que eu conheça do que seja o samba. Melodia densa, versos diretos e claros. Candeia em estado puro: “o samba é a liberdade sem sangue e sem guerra/quem samba é de boa vontade e tem paz nessa terra”. Detalhe: a bateria é do Paulinho Black e Ovídio dá um banho na percussão leve.

PAREI NA SUA – O estilo do meu pai amadureceu muito, mas eu adoro os sambas bem simples e diretos que ele fazia quando começou. Como esse. O engraçado é que as gírias que ele usa aqui quase ninguém fala mais, mas ele usou-as tão bem que a linguagem do samba se mantém atual e o recado permanece.

TENTAÇÃO – Reparem na delicadeza da gaita do Rildo Hora, outro com quem aprendi muito durante o tempo em participei de várias gravações dos discos produzidos por ele para o meu pai. Esse auxílio luxuoso é um dos pontos fortes da música.

ENTRETANTO – De vez em quando, nas noites do Rio, cruzava com o Mombaça e ele cantava sempre essa música. Dizia para ele: “ainda vou gravar isso, mas queria que a gente mexesse um pouco na letra”. Quando chegou a hora, cumpri a promessa. Liguei, quis que a gente mexesse junto – mas ele preferiu me deixar a vontade para fazer as alterações. Foi assim que ficamos parceiros.

CALMA – Acabou ficando com este nome por causa do tempo que eu demorei para colocar a letra. Arthur Maia, grande baixista, me deu a música e o recado custou, mas saiu: “a liberdade é um pouco de tudo o que nos satisfaz”.

O SAMBA É A MINHA ESCOLA – Foi o meu primeiro samba como integrante da Ala de Compositores da Vila, tornei-me semifinalista com esta parceria com Claudio Jorge, Agrião e Paulinho da Aba. O enredo era Não Deixe o Samba Morrer e, como nenhum samba perdedor pode usar o título, rebatizei-o. Meu pai, desclassificado junto comigo, também gravou o dele, com o nome de Prece ao Sol.

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Entre os dias 29 e 31 de julho, Salvador sedia o Encontro Baiano de Museus, no Palácio da Aclamação. O evento, realizado pela primeira vez no Estado, situa a atividade dos museus na contemporaneidade e tem como principais objetivos a consolidação das propostas de políticas públicas no campo museal e o compartilhamento de experiências de grande destaque nacional com gestores, técnicos e estudantes da área de museus. O encontro é promovido pela Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/IPAC), em sintonia com as ações da Secretaria de Cultura do Estado para a preservação do patrimônio da Bahia.

Durante o evento, serão apresentados temas diversos ligados ao setor, com vistas a contribuir para reciclagem dos profissionais e gestores da área, trazendo novas perspectivas para a atuação das instituições baianas. As palestras serão ministradas por autoridades, como o secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, além de nomes de referência no cenário nacional – e fora do país – como Luciana Sepúlveda, diretora do Observatório de Museus da FIOCRUZ, Carlos Roberto Brandão, Presidente do Conselho Internacional de Museologia no Brasil, Antônio Carlos Sartini, superintendente do Museu da Língua Portuguesa, Marcelo Araújo, diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo, Fábio Coutinho, superintendente cultural da Fundação Iberê Camargo (RS) e Marconi Drummond, curador do Museu de Arte da Pampulha (MG).

A importância dos museus vem crescendo de forma continuada na sociedade contemporânea, pois, além de abrigarem acervos e preservarem a memória coletiva, tais espaços estão em permanente diálogo com a produção de conhecimento”, diz o diretor de Museus do IPAC, Daniel Rangel. “Este encontro deve servir para impregnar os museus baianos, públicos e particulares, das atuais tendências de uso, gestão e ocupação dos espaços”, completa.

As inscrições para o evento são gratuitas e a programação completa está disponível no site www.ipac.ba.gov.br.

O quê: Encontro Baiano de Museus

Quando: Dias 29, 30 e 31 de julho
Onde: Palácio da Aclamação – Av. Sete de Setembro, nº 1.330, Campo Grande.
Informações: 71 3117-6381

Realização:DIMUS/IPAC

23/07/2009
Diretoria de Museus/DIMUS
Núcleo de comunicação
3117-6445

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A próxima edição do projeto “Leitura Musicadas”, no Tom do Saber, dia 31 deste mês, trará o tema Nostalgia, com a leitura de um conto de um grande amigo. Tá dito!

DIREÇÃO: KARINA ALLATTA E THAIS ALVES

SELEÇÃO DOS TEXTOS: KARINA ALLATTA E THAIS ALVES

ARTISTAS: MARITA VENTURA E ALICE BARRETO

MUSICISTA: SUZANA BELLO


AUTORES: POEMA
DE ALBERTO CAEIRO E CONTO DE RICARDO SANGIOVANNI.
LOCAL: TOM DO SABER
HORA:20:00

ENTRADA FRANCA

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Melodia

www.avesdopantanal.com.br

cada nota, iluminura
canta o assum preto
prenhe de doçura

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Ah, como eu não tinha visto isso ainda?!

Com Chico Buarque na FLIP

Milton Hatoum
De São Paulo

Não foi fácil participar de uma mesa com Chico Buarque na Festa Literária Internacional de Paraty. O assédio a um dos artistas mais talentosos e queridos do Brasil inibe qualquer um. Leitores e fãs viajaram das cidades mais distantes para ver e ouvir Chico Buarque. Encontrei gente de Manaus, do interior da Bahia, do Piauí, de Goiás e do Rio Grande do Sul. Alguns leitores subiram em árvores para fotografar seu ídolo, e por pouco não se jogaram lá de cima. Essa idolatria – que revela um grau exacerbado de admiração – é compreensível. Mas o foco do debate, com a ótima mediação de Samuel Titan Jr., foi mesmo a literatura, como o leitor pode constatar na internet.

Entre vários recursos técnicos bem realizados, duas coisas me impressionaram no romance Leite derramado: a concisão da obra e a linguagem que forjou esse mandamento da brevidade. Em duzentas páginas, a vida de Eulálio e de várias gerações da família Assumpção são evocadas por pinceladas rápidas, mas fortes.

No excelente texto da orelha, Leyla Perrone-Moisés assinalou justamente essa originalidade em relação ao gênero literário. Sagas romanescas pedem centenas de páginas, quando não vários volumes em que se expandem os conflitos e as mudanças de sucessivas gerações de uma família. Chico fez de uma saga balofa um romance fino, e o que poderia ter sido um mural ou painel, reduziu-se a uma bela iluminura.

Foi um aperitivo. Texto completo no Terra Magazine.

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Começa hoje e segue até o dia 1º de agosto o V Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, no Teatro Castro Alves (Mostra Competitiva, Lounge Oi Futuro e Mesas Redondas), Teatro Martim Gonçalves (Retrospectiva Godard) e Hotel da Bahia (Encontro Internacional de Produtores e Distribuidores de Cinema e TV). O Seminário conta com a parceria do Programa Cinema Brasil e é uma importante iniciativa voltada para pensar, discutir e negociar cinema e a produção audiovisual, com a participação de convidados especiais, artistas, empresários, produtores, técnicos, jornalistas, estudantes e público em geral. Idealizado e comandado pelo cineasta, produtor e pensador de cinema Walter Lima, o Seminário é uma realização da VPC Cinemavideo Produções Artísticas.

A Retrospectiva em homenagem a Jean-Luc Godard integra a programação oficial do Ano da França no Brasil. Serão exibidos 15 filmes do diretor francês, refletindo a contribuição desse polêmico artista que revolucionou a linguagem cinematográfica e é um ícone do movimento Nouvelle Vague: O Desprezo, Alphaville, O Dêmônio das Onze Horas, Je Vous Salue Marie, Para Sempre Mozart, Tempo de Guerra, entre outros. As inscrições para o V Semcine, no valor de R$ 25 (meia) e R$ 50 (inteira), dão acesso às mesas-redondas e mostras de filmes. Devem ser feitas através do site www.seminariodecinema.com.br Informações pelo telefone (71) 3332-0032.

Assessoria de Imprensa
João Saldanha
71-8808-9179

Agnes Cardoso
71-8163-6144

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