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Archive for abril \29\UTC 2010

Ainda faltavam 40 anos para virar domínio público, mas a poesia completa de Vinicius de Moraes já está disponível pra todos, com apenas um clique. Felipe Lessa, em posto do Portal Literal, escreve:

A ação só foi possível devido à raríssima liberação dos direitos autorais pela família do poeta, por meio da VM Empreendimentos Artísticos e Culturais. A realização do projeto ficou a cargo da Biblioteca Brasiliana USP e foi feita a partir do acervo doado pelo bibliófilo José Mindlin, atualmente em processo de total digitalização.

Os 15 livros digitalizados são: “O caminho para a distância” (1933), “Forma e exegese” (1935), “Ariana, a mulher” (1936), “Novos poemas” (1938), “Cinco elegias” (1943), “Poemas, sonetos e baladas” (1946), “Pátria minha” (1949), “Orfeu da conceição” (1956), “Livro de sonetos” (1957), “Receita de mulher” (1957), “Novos poemas II” (1959), “Antologia poética” (1960) (1ª ed. 1954), “O mergulhador” (1968), “A casa” (1975) e “Um signo, uma mulher” (1975).

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Das boas supresas que dão brilho a um inexpressivo trajeto casa-trabalho. Ouvi no rádio do carro. E deu aquela felicidade repentina que nos assola quando a emoção dá uma rasteira.

Lenine, ainda de cabelo longos, num já distante 2002, e Paulinha. Balanço e leveza.

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Tristes daqueles que acreditam nos guarda-chuvas.

A Carlos Drummond de Andrade

João Cabral de Melo Neto


Não há guarda-chuva
contra o poema
subindo de regiões onde tudo é surpresa
como uma flor mesmo num canteiro.

Não há guarda-chuva
contra o amor
que mastiga e cospe como qualquer boca,
que tritura como um desastre.

Não há guarda-chuva
contra o tédio:
o tédio das quatro paredes, das quatro
estações, dos quatro pontos cardeais.

Não há guarda-chuva
contra o mundo
cada dia devorado nos jornais
sob as espécies de papel e tinta.

Não há guarda-chuva
contra o tempo,
rio fluindo sob a casa, correnteza
carregando os dias, os cabelos.

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Poetisar

eu documento
tu documentas
o visto para além dos olhos

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Inundação

se agigantam as ondas sobre a cidade
soberbas, duras,
foices sobre os jardins

sobre o tempo já não há o dito
ou o por dizer

as águas mordiscam, beliscam
consomem
cada pedra e cimento
e vira horizonte o que era mato

o querer do mundo:
virar pássaro

os corações –
sementes inundadas de calamidade

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EME

Mel
Melembra
Melambe

(Retirada da Piauí deste mês)

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“E por que teimo em guardar os livros se tenho certeza que nunca os lerei? Por cupidez ou esquecimento. Mais provavelmente porque os deixei na oitava prateleira de minha estante monumental, onde quase nunca os alcanço. Amamos até mesmo os que nunca lemos, pois eles fazem parte de nossa história. O desmonte de uma biblioteca nos obriga a repensar o significado dos livros, a avaliar se continuamos ou não com eles, a desfazer um contrato amoroso que dura trinta ou quarenta anos”.

Ronaldo Correia de Brito, no Terra Magazine.

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