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Archive for maio \25\UTC 2010

Créd.: Stefan Hess

para Manoel de Barros

empunhando palavras
como sementes
à maneira de Mané

desaprendendo
em soletração
cada miúdo grão
da natureza

destreza
cantares

pela fresta
assobia a madeira
de amores com a quase ventania

desolhar
os galhos se chamegam
tal qual
a tua poesia
no meu peito

Tem entrevista dele lá na Cult.

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“Todos os grandes filmes são melodramáticos! Há um preconceito arraigado contra o melodrama por parte das mentes ditas intelectualizadas que precisa ser desmontado, desfeito. Hitchcock, em “Marnie”, elevou o melodrama à condição de obra de arte. Há momentos de melodrama nas cenas entre o protagonista e Susan Alexander em “Cidadão Kane”. Os importantes filmes de Vicente Minnelli, o estilista mais sofisticado do cinema, são melodramas, como Assim estava escrito (The bad and the beautiful, 1953), “Deus sabe quanto amei” (“Some came running”, 1958), “Adeus às ilusões” (“The sandpiper”, 1964), entre muitos outros. “Casablanca” e …”E o vento levou” são momentos sublimes de grande melodrama. Infeliz do filme que não tenha inserido nele elementos melodramáticos! Talvez o cinema brasileiro não tenha se firmado como indústria por causa da virose cinemanovista, que tinha preconceito com o melodrama”.

Texto completo de André Setaro no Terra Magazine.

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Napoleão

Dezesseis. Tenente.
Vinte e quatro. General.
Trinta e cinco. Imperador.

600 mil obras
sopram o nome. Napoleão.

Quem dera a bandeira tivesse sido

o amor.

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“Não é, Raana, que eu soe mais alto
Ou mais doce que os outros. É que eu
Sou um Poeta, e bebo vida
Como os homens menores bebem vinho.”

Do livro:
POUND, E. Antologia poética de Ezra Pound. Organização, apresentações e traduções por CAMPOS, A.; CAMPOS, H.; FAUSTINO, M.; H; PIGNATARI, D.; GRÜNEWALD, J.L. Lisboa: Ulisséia, 1968.

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Certo vôo

Cada
pássaro
sabe
a rota
do retorno.

Cada
pássaro
sabe
a rota
de si.

Cada
pássaro,
na rota,
sabe-se
pássaro.

Damário da Cruz.

Poeta e jornalista Damário Cruz morre vítima de câncer de pulmão

Redação CORREIO

O Poeta e jornalista Damário da Cruz, morreu na madrugada desta sexta-feira (21) no Hospital Jorge Valente, em Salvador. Ele vinha realizando há meses um tratamento contra câncer de pulmão. Poeta e jornalista, o corpo dele está sendo velado até o meio-dia no Cemitério Jardim da Saudade na capital.

No início da tarde, segue para Cachoeira, cidade em que vivia, onde será velado no prédio da Câmara de Vereadores e, em seguida, sepultado no Cemitério da Piedade. As informações são da Agecom.

*de Antônio Pastori

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eu vou roubar um quadro
e entregá-lo a você

eu vou roubar um Monet

você vai ver
vou entregá-lo à você

pinturas de jardins
um suspiro
de tão lindos

(venha ver!)

um Monet,  pra você

Quadros de Picasso e Matisse
são roubados de museu em Paris
(G1)

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