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Archive for the ‘filme’ Category

“Todos os grandes filmes são melodramáticos! Há um preconceito arraigado contra o melodrama por parte das mentes ditas intelectualizadas que precisa ser desmontado, desfeito. Hitchcock, em “Marnie”, elevou o melodrama à condição de obra de arte. Há momentos de melodrama nas cenas entre o protagonista e Susan Alexander em “Cidadão Kane”. Os importantes filmes de Vicente Minnelli, o estilista mais sofisticado do cinema, são melodramas, como Assim estava escrito (The bad and the beautiful, 1953), “Deus sabe quanto amei” (“Some came running”, 1958), “Adeus às ilusões” (“The sandpiper”, 1964), entre muitos outros. “Casablanca” e …”E o vento levou” são momentos sublimes de grande melodrama. Infeliz do filme que não tenha inserido nele elementos melodramáticos! Talvez o cinema brasileiro não tenha se firmado como indústria por causa da virose cinemanovista, que tinha preconceito com o melodrama”.

Texto completo de André Setaro no Terra Magazine.

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“Desmontar e remontar até a intensidade.”

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O circuito Sala de Arte informou que o documentário “Só Dez Por Cento é Mentira” entra em cartaz ainda esta semana. Não percam. Vale a pena ver a “desbiografia” de Mané de Barros. É sensacional.

Só Dez Por Cento É Mentira entra em cartaz às 18:50 no Cinema do MAM e às 19:30 no Cine XIV.

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Ô historinha boa de ler logo pela manhã. Texto completo lá no Terra Magazine.

André Setaro
De Salvador (BA)

“1) Luiz Carlos Barreto, numa longa entrevista à TV Senado, que passou recentemente, conta a sua trajetória de homem de cinema e, lá pelas tantas, fala de Dona Flor e seus dois maridos, o maior sucesso de bilheteria de todos os tempos baseado em romance homônimo de Jorge Amado e dirigido por seu filho, Bruno Barreto. O ano, 1976, a ditadura militar exercia poderosa censura sobre todos os filmes. E implicou com “Dona Flor”. Queria proibi-lo. Barreto foi à Brasília tentar convencer os censores, mas tudo em vão.

2) De repente, ao sair de um ministério, encontra, por acaso, Amália Lucy, filha de Ernesto Geisel, o general de plantão, a quem se atribui o dito de Chico Buarque de Holanda (“você não gosta de mim, mas sua filha gosta”). Barreto já conhecia Amália, e ela, surpresa, perguntou o que ele estava a fazer em Brasília. O produtor disse a ela que Dona Flor e seus dois maridos tinha sido proibido pela censura. Mas por quê? indagou a filha do general, que manifestou desejo de ver o filme.

3) Barreto marcou um encontro numa sala de exibição brasiliense e projetou “Dona Flor” para Amália Lucy. No final, ela revelou a ele ter gostado muito do filme e não via razão para ser proibido. E disse a Barreto: “Quem gostaria muito de ver seria meu pai, pois ele gosta dos romances de Jorge Amado” O célebre produtor, surpreso, ia dizer alguma coisa, quando ela o interrompeu: “Você não conhece meu pai. Vamos marcar uma sessão no Palácio do Planalto. Marcada a exibição, Barreto entrou meio constrangido para projetá-lo para Geisel e encontrou uma sala toda equipada para a sessão especial, com farta distribuição de ‘scotch’ e salgadinhos”.

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"Cães"

“CÃES” E “NEGO FUGIDO” VENCEM A MOSTRA COMPETITIVA

DE CURTAS BRASILEIROS

Um dos eventos que mais movimentaram a Sala Principal do Teatro Castro Alves, nos seis dias do V Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual, a Mostra Competitiva de Curtas-Metragens Brasileiros culminou com o anúncio e a reexibição dos filmes premiados, na noite de encerramento do SemCine, sábado, 1º de agosto, na Sala Principal do Teatro Castro Alves. “Cães(Bahia), de Adler “Kibe” Paz e Moacyr Gramacho, conquistou o prêmio de Melhor Curta Baiano, e “Nego Fugido” (Bahia), de Cau Marques e Marília Hughes, o prêmio de Melhor Curta Brasileiro. Os vencedores foram anunciados pela primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça, e pelo reitor da Ufba, Naomar Almeida. Fizeram parte do júri o jornalista Lucas Cunha, de A Tarde, o cineasta Joel Almeida e o artista multimídia Daniel Lisboa. A premiação (serviços e equipamentos cinematográficos) foi um oferecimento dos laboratórios Megacolor e Quanta. A Mostra Competitiva de Curtas deste ano reuniu dez produções de cinco estados: Bahia, Pernambuco, Ceará, Paraná e São Paulo.

Assessoria de Imprensa do V SemCine:

João Saldanha

(71) 8808-9179

Agnes Cardoso

(71) 8163-6144

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Rimbaud

E
de repente percebi
que par délicatesse
j’ai perdu ma vie

Neide Archanjo, em Todas as Horas e Antes

Uma mulher que namora um homem casado e anseia que ele desfaça o casamento. Uma muçulmana que vai se casar, mas não sabe como dizer ao futuro marido que não é mais virgem. Uma atriz que não aceita a velhice. Uma mulher que sente atração por mulheres. Uma  senhora que abre mão da vida em função da irmã mais velha.

Em Caramelo (Sukkar Banat, 2007, Líbano/França), os substantivos femininos reinam. E também flutuam, imperiosos, os sentimentos que povoam o universo feminino sob a forma do desejo, da abdicação, do receio, da superação, da submissão, da crença no amor. Da beleza. Do cuidado.

A história se passa, boa parte, dentro do Sibelle, salão de beleza do qual são donas três das personagens citadas acima. Ali, entre bobs, escovas, pinças, alicates, os dilemas são postos, sem maquiagem. Ali, fluem as conversas e as opiniões de umas com as outras, e o espectador passa a mergulhar nos meandros da alma feminina, tão rica, misteriosa e bela.

Rima mostra que gosta das mulheres com o olhar. Nada diz o filme todo sobre isso. Cala, num “silêncio que não é mudez”, como escrevera Ana Cristina Cesar.

Layale –  vivida pela atriz Nadine Labaki, que também dirige o filme – vive às voltas com sussurros ao celular e buzinas do carro do homem misterioso cm quem se relaciona: um homem casado. É a história da entrega, das amarras de um amor em suspensão todo o tempo.

É pelas mãos de Layale que o caramelo do título aparece na sua forma mais visceral: a esposa do homem com quem se relaciona vai ao salão para se depilar. E será tratada por Layale, que antes de  aplicar o produto, se delicia, às escondidas, com o sabor do caramelo utilizado como cera – o sabor da vingança, da vitória enviesada, do doce se sobrepondo ao amargo de viver na sombra.

As outras histórias do filme têm também suas riquezas e pequenas pérolas imperdíveis. Pedras brilhantes engendradas no modo feminino de encarar o mundo, viver as relações humanas: todas elas emolduradas sob a égide do amor.

É impossível escapar do impacto doce de Caramelo.

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“(…) O fato inconteste é que a era dos grandes inventores de fórmulas do cinema acabou e está bem enterrada. Mas é preciso que a nova geração, cujo conhecimento cinematográfico, se muito, se concentra mais nos anos 90 e, pouco, nos 80, precisa, urgentemente, se quiser compreender o cinema contemporâneo, voltar-se para o passado para entender as contribuições daqueles filmes essenciais, aquelas obras que provocaram choques estéticos quando foram apresentadas.

É preciso que se veja, mas ver e rever com um olhar investigatório e, mesmo, se for o caso, arqueológico: O encouraçado Potemkin e Outubro, de Sergei Eisenstein, Aurora (Sunrise), de Friedrich W. Murnau, A paixão de Joana D’Arc, de Carl Theodor Dreyer, Luzes da cidade, de Charles Chaplin, Cidadão Kane, de Orson Welles, Roma, cidade aberta, de Roberto Rossellini, Ladrões de bicicleta, de Vittorio De Sica, Rocco e seus irmãos, de Luchino Visconti, Rastros de ódio, de John Ford, Morangos silvestres, de Ingmar Bergman, a trilogia A aventura/A noite/O eclipse, de Michelangelo Antonioni, Histórias de Tóquio, de Yasujiro Ozu, Os melhores anos de nossas vidas, de William Wyler, Hiroshima, mon amour e O ano passado em Marienbad, de Alain Resnais, Acossado, de Jean-Luc Godard, Deus e o diabo na terra do sol, de Glauber Rocha, Assim estava escrito, de Vincente Minnelli, Cantando na chuva, de Stanley Donen/Gene Kelly, Crepúsculo dos deuses, de Billy Wilder, Os brutos também amam (Shane), de George Stevens, Crônica de um verão, de Jean Rouch e Edgar Morin, Retrato de mulher, de Frtiz Lang, A regra do jogo, de Jean Renoir, Um punhado de bravos, de Raoul Walsh, Pickpocket, de Robert Bresson, Um corpo que cai, de Alfred Hitchcock, Matar ou morrer, de Frerd Zinnemann, Contos da lua vaga, de Kenji Mizoguchi, A roda da fortuna, de Vincente Minnelli, Meu tio, de Jacques Tati, A condessa descalça, de Joseph L. Mankiewicz, Johnny Guitar, de Nicholas Ray, Sedução de carne, de Luchino Visconti, Oito e meio, de Federico Fellini, Lola Montès, de Max Ophuls, O mensageiro do diabo, de Charles Laughton, Palavras ao vento, de Douglas Sirk, O sétimo selo, de Ingmar Bergman, Cinzas e diamantes, de Andrdzej Wajda, Onde começa o inferno (Rio Bravo), de Howard Hawks, entre muitos e muitos outros.

Para se ter o prazer de se tomar, em alta tensão, alguns choques estéticos”.

Texto completo no Terra Magazine.

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