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Archive for the ‘livro’ Category

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O excelente blog de Mayrant Gallo.

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“Escrevo ouvindo música, vendo televisão, parando para botar um filme, DVD… Já tenho esse processo tudo-ao-mesmo-tempo-agora-junto-e-misturado. Uma coisa acaba parando na outra. Uma letra que eu faça para Fernanda Abreu pode chegar a ser burilada, virar uma história. Não fico escrevendo e colocando na gaveta. Isso pra mim não existe”, afirma Fawcett.

Entrevista na íntegra no Saraiva Conteúdo.

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Tudo bem, sei que estou atrasado. Muito, para tempos de ultra-velocidade da informação. Mas o texto vale. Foi veiculado em janeiro deste ano. Um excelente panorama da poesia na Bahia, em tempos de P55 e Cordel no You Tube.  A matéria é de Ronaldo Jacobina e foi publicada na Bravo Online.

Lá no século 17, a Bahia demonstrava sua vocação para as letras. Pelos idos de 1650, o poeta baiano Gregório de Matos, o Boca do Inferno, escandalizava a conservadora elite baiana com seus poemas que criticavam a Igreja Católica. Depois veio Castro Alves, o poeta dos escravos, defender com sua afiada pena a libertação dos negros. E, mais tarde, os celebrados Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro. Pois a produção literária baiana não para de dar bons frutos. Seja na poesia ou na prosa, no conto ou no cordel. Apesar da dificuldade que encontram para publicar, os autores agarram as oportunidades que lhes surgem. Uma das últimas foi o lançamento da coleção Cartas Baianas, que, em 2009, pôs 12 obras no mercado. A série, coordenada pelo escritor, dramaturgo e livreiro Claudius Portugal, é uma produção da Editora P55, de propriedade de dois dos filhos de Portugal, Marcelo e André.

A proposta da coleção se diferencia do que tem sido feito no mercado até na apresentação dos livros, em formato de envelope. “O formato sugere a Bahia mandando uma carta”, explica Marcelo Portugal. No gênero poesia, grandes talentos foram revelados na série, como o poeta e jornalista Marcos Dias, que teve seu primeiro livro, Ananke, publicado após mais de 20 anos de produção silenciosa. Esse é o caso também do poeta Nilson Galvão, que viu seus poemas impressos pela primeira vez. Caixa Preta apresenta um autor moderno, antenado com a contemporaneidade, mas com uma sensibilidade incomum para os dias atuais.

A descoberta desse autor aconteceu por conta de um movimento que surge com força no estado, o dos blogs literários, que pode ser considerado um atalho para a publicação. Foi por meio de blogs, também, que a poeta Kátia Borges conseguiu quebrar um jejum de sete anos sem publicar. “Foi uma experiência fantástica, porque a resposta do leitor é imediata, e isso acabou sendo um laboratório para burilar ainda mais as minhas criações”, diz ela, que está entre os melhores poetas da nova geração. Kátia lançou pela coleção Uma Balada para Janis, seu segundo livro – o primeiro, De Volta à Caixa de Abelhas, foi lançado em 2002, pelo selo Letras da Bahia. E a autora ficou em primeiro lugar no edital da Fundação Pedro Calmon, que vai publicar seu terceiro livro, Ticket Zen, neste 2010.

A efervescência da cena literária baiana não se resume aos gêneros mais eruditos. A literaratura de cordel, uma das mais populares manifestações nordestinas, vive também um bom momento. Por meio da rede ou dos folhetos impressos e ilustrados com xilogravuras, vendidos em universidades, bares e feiras livres, os cordelistas continuam se renovando. A maioria deles possui endereços na web, em blogs e até mesmo em espaços como YouTube e MySpace.

O poeta e cordelista Wladimir Cazé tem experimentado essas plataformas para divulgar seus trabalhos. Com um livro de poemas publicado (Microafetos) e outro no forno (Macromundo), o escritor entende que o cordel possui a vantagem de ser um gênero acessível ao grande público. “A poesia erudita tem se afastado do cidadão comum, enquanto o cordel é uma linguagem mais próxima, fácil de ser compreendida”, opina.

É nessa seara que o cordelista Antônio Barreto investe. Diferentemente dos demais poetas populares, que preferem os temas satíricos e picantes, sua obra se volta também para a área de educação. Assim como Jotacê Freitas, que ministra oficinas em escolas, Barreto leva seus folhetos para serem trabalhados em sala de aula. “O cordel fascina as crianças e desperta nelas o interesse pela literatura”, garante ele.

A nova geração de cordelistas vai ainda mais longe. O próprio Cazé, que navega nas ondas da poesia e do cordel, encontrou uma forma moderna de difundir seu trabalho. Juntamente com outros três autores baianos, Gustavo Rios, Sandro Ornelas e Lima Trindade, criou, há pouco mais de um ano, o grupo Corte, uma experiência que vem rendendo bons resultados. A proposta do Corte é levar a literatura ao público por meio da música e de apresentações multimídia. No ano passado, o Corte realizou cinco rockcitais, uma mistura de rock com recitais poéticos. “Nossa ideia é fazer a poesia mais palatável, misturando música e texto”, explica Cazé. Há sempre um escritor convidado, que pode usar o pequeno palco da Mídia Louca, no bairro do Rio Vermelho, para recitar ou falar sobre suas obras.

BUSCA POR ESPAÇOS ALTERNATIVOS
Ainda que tenham ocorrido avanços, os escritores baianos sofrem com a ausência de um mercado formal do livro. Para driblar essa dificuldade, buscam ocupar espaços alternativos para divulgar seus trabalhos. É o que faz, desde o final dos anos 70, o grupo Poetas da Praça, fundado por Geraldo Maia, que se reúne na Praça da Piedade, no centro, entre outros espaços de Salvador, para recitar seus poemas. “É difícil para o poeta baiano publicar, mas a gente não desiste”, diz José Inácio Vieira de Mello, outro que se vale de soluções criativas para divulgar sua lavra. Mensalmente, Vieira de Mello, que vive no município de Jequié, no semiárido baiano, reúne enormes plateias em cidades do interior para ouvir, recitar e discutir poesia – um dos últimos encontros, em Maracás, reuniu 600 pessoas. O projeto Uma Prosa sobre Verso, do qual é curador, consiste na contratação de um escritor para recitar suas poesias para o público.

Enquanto isso, o poeta Luís Cajazeira ajuda a disseminar a literatura na capital. Desde setembro, coordena encontros na Academia de Letras da Bahia. O projeto ocorre uma vez por mês e reúne sempre um escritor convidado e especialistas em literatura. “A atual cultura é ágrafa. O povo lê pouco no Brasil como um todo”, critica ele, cuja produção foi registrada em quatro livros. O último, Mais Que Sempre, foi publicado pela Sete Letras em 2007. “A poesia tem perdido a visibilidade na atualidade, mas nunca vai morrer”, diz.

Da nova geração, um dos destaques no cenário literário baiano é Aleilton Fonseca, que produz poesia e ficção desde o começo dos anos 80 e já publicou 14 livros – lançou recentemente O Pêndulo de Euclides, pela Bertrand Brasil, pertencente ao Grupo Editorial Record. Fonseca conseguiu ir além do mercado local e mesmo do brasileiro: seus contos e poemas estão em antologias e coletâneas, publicadas em diversos países, como Portugal, França e Canadá. “A Bahia tem muitos escritores de qualidade e uma boa produção literária”, comenta ele, que acabou de faturar o primeiro lugar na categoria prosa do Prêmio MEC pelo ainda inédito Moinhos, que sai com 300 mil exemplares a serem distribuídos nas escolas públicas do país.

VALORIZAÇÃO DO MERCADO ORIGINAL
Na contramão da maioria dos autores baianos, a escritora, cronista e dramaturga Aninha Franco (Receitas de Madame Castro, Cartas Baianas) prefere editar suas obras na terra natal. E Aninha é reconhecida em todo o Brasil, tendo recebido seu primeiro prêmio literário nacional, o Remington, ainda nos anos 80. “Numa grande editora, o autor nunca tem o controle da sua obra”, acredita ela, que defende o fomento a uma indústria regional do livro. Pesquisadora da cultura local, é autora de um dos trabalhos mais completos sobre a cena teatral baiana, A História do Teatro na Bahia, de 1900 a 2000. E, agora, planeja lançar o título A Criação na Cidade da Bahia entre 1990 e 2000, que sairá em fascículos no jornal A Tarde.

Devido à falta de grandes editoras, os autores vivem à cata de editais ou de projetos institucionais, como o do Banco Capital, que, desde 2002, publica uma média de três livros por ano. O projeto Arte e Cultura Banco Capital já lançou 26 títulos no mercado baiano. O critério é que a obra seja inédita, e o autor, baiano ou residente na Bahia há mais de um ano. Pelo projeto, já publicaram Cid Teixeira, Carlos Capinan, Mabel Velloso, Damário da Criz, Matilde Mattos, Aleilton Fonseca e Cleise Mendes, entre outros escritores.

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A Câmara Bahiana do Livro, em parceria com a Fundação Pedro Calmon, Secretaria de Estado de Indústria e Comércio e Secretaria de Estado de Cultura, convoca os autores independentes da Bahia para enviarem seus livros para comercialização no estande da Bahia na Bienal de Minas, a se realizar de 14 a 23 de maio, em Belo Horizonte.

Para tanto, basta levar os livros até sexta-feira, dia 07, das 08:30 às 11:00h, na sede da Câmara, localizada no 2º andar da Biblioteca Pública do Estado da Bahia, nos Barris, com o Sr. Nilson.

Maiores informações poderão ser obtidas pelo tel. (71) 3117-6081.

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Pra colocar na agenda e comparecer!

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A Brasiliana – “Nós sempre fomos depositários dos livros, muito mais do que proprietários, porque a gente passa e os livros ficam”.

O vírus da leitura – “Eu procuro inocular, no maior número possível de pessoas que eu encontro, especialmente crianças e jovens, o vírus do amor ao livro e à leitura”.

A eterna companheira – “E ela lia os livros que eu ia comprando (…). Quando havia uma coisa muito extravagante, que eu hesitava em comprar, geralmente ela me encorajava a comprar. Eu nunca precisei entrar em casa com um livro escondido, como acontece com muitos colecionadores”.

Uma linda homenagem. Vale a pena conferir.

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