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Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Maíra,

seu cangote
é um vício
poesia de aromas
do fim
ao início

mapa
da vontade
sem x
tesouro perdido

eu,
desbravador,
enlouquecido

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Com intuito de deslocar a obra literária de seu lugar tradicional e propor novas práticas de leitura através de uma narrativa marcada pelo trânsito e fragmentação, a escritora baiana Laura Castro lança seu primeiro livro, Cabidela: bloco-de-máscaras. A publicação foi contemplada pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), através do edital de criação literária, e será lançada no dia 18 de junho, às 20 horas, no Sebo Praia dos Livros (Porto da Barra). Produzido por Ricardo Dantas, o lançamento é aberto ao público e contará também com ação performativa da bailarina Candice Didonet.

 A obra é composta de textos publicados no blog cabidela.blogspot.com, projeto que, desde 2008, organiza e expõe os escritos literários da autora, até então produzidos aleatoriamente nos blocos de notas e em cadernos. Nas postagens, escritas sem continuidade aparente, um enredo se sobressai: o trânsito. Um transitar que se expressa na tensão entre vozes narrativas de primeira e terceira pessoa; num movimento constante de ida e volta de um foco narrativo para o outro; na narrativa oscilante de uma prosa-poética; numa personagem que se muda para outra cidade e na voz de uma escritora anônima perseguindo uma personagem, Luíza Breu.

Buscando um diálogo entre a virtualidade da tela e a materialidade das folhas de papel, Laura Castro reordenou o conteúdo do blog e desenvolveu, em parceria com a designer Cacá Fonseca, um livro-objeto formado por quatro elementos: um romance (“Breu”), um bloco de notas (“Borratório”), um baralho e duas máscaras. Sem a linearidade tradicional dos romances, “Breu” apresenta uma narrativa dupla. Com dois começos e um final que deságua no outro, a leitura pode ser iniciada por qualquer um dos lados do livro. No “Borratório”, o bloco de notas, Laura Castro revela pistas de seu processo criativo, um laboratório de experimentação em que se esboça e borra a si mesma ao se autoficcionalizar.

Se no romance a personagem resiste em saber o que o tarô tem a lhe dizer, o leitor de Cabidela é convidado a complementar os sentidos da narrativa através de um baralho de cinco cartas, embaralhados ao acaso no interior do livro: A decisão, O retorno, O velho marinheiro, O moço das cartas e O círculo. As máscaras funcionam como artifícios de leitura, com os quais é possível fragmentar o texto impresso e criar novas narrativas.

“O livro-objeto convida o leitor a se arriscar, a abandonar a relação aurática que geralmente tem com o livro para profaná-lo livremente. O que quer dizer que Cabidela prevê um leitor ativo, disposto às reviravoltas da narrativa, que intervém nesse objeto literário”, explica a autora. A partir do incentivo concedido pela Funarte, ela imprimiu uma pequena tiragem do livro e busca agora uma parceria com editoras interessadas em publicar a obra, para fazer com que o seu “bloco-de-máscaras” ganhe outros circuitos.

A autora – Laura Castro é uma escritora de bloquinhos. Baiana de Salvador, ela viveu grande parte da vida em Brasília, onde se graduou em Letras e concluiu o mestrado em Literatura pela Universidade de Brasília. Durante três anos, foi membro do grupo de teatro Entrecenas e participou de espetáculos criados a partir de textos da literatura brasileira contemporânea. De volta à Bahia há dois anos, atualmente, leciona no Instituto de Letras da UFBA e é doutoranda do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da universidade, onde pesquisa a escrita performática na narrativa contemporânea.

Serviço:

O que: Lançamento do livro-objeto “Cabidela: bloco-de-máscaras”, de Laura Castro

Onde: Sebo Praia dos Livros (Porto da Barra, ao lado do Instituto Mauá)

Quando: 18 de junho, às 20 horas

Quanto: O livro será vendido por R$ 30

Contato: Tess Chamusca (tesschamusca@gmail.com, 71 8801-6162)

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eu vou roubar um quadro
e entregá-lo a você

eu vou roubar um Monet

você vai ver
vou entregá-lo à você

pinturas de jardins
um suspiro
de tão lindos

(venha ver!)

um Monet,  pra você

Quadros de Picasso e Matisse
são roubados de museu em Paris
(G1)

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Para minha avó.

Hoje ganhei algumas horas do dia. Passei tempos ouvindo Drummond recitando seus próprios poemas.  Foi quando pude ouvir, na voz dele de avô, um poema sobre as mães. Lindo.

Por favor, não deixem de ouvir aqui.  Escutem e leiam.

    Para sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.


Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
– mistério profundo –
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

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Nublado

de birra com o varal
o sol, ensimesmado,
não apareceu no quintal

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(…)

A pétala dá seda aos dedos.

(…)

Do poema JARDIM, in Macromundo.

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menino de cordel
em rima de vivência
me tornei bacharel

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