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Posts Tagged ‘chico buarque’

Para cultivar e incetivar o amor.

Os cidadãos no Japão fazem
Lá na China um bilhão fazem
Façamos, vamos amar

Os espanhóis, os lapões fazem
Lituanos e letões fazem
Façamos, vamos amar

Os alemães em Berlim fazem
E também lá em Bonn
Em Bombaim fazem
Os hindus acham bom

Nisseis, níqueis e sansseis fazem
Lá em São Francisco muitos gays fazem
Façamos, vamos amar

Os rouxinóis nos saraus fazem
Picantes pica-paus fazem
Façamos, vamos amar

Uirapurus no Pará fazem
Tico-ticos no fubá fazem
Façamos, vamos amar

Chinfrins, galinhas afim fazem
E jamais dizem não
Corujas sim fazem, sábias como elas são

Muitos perus todos nus fazem
Gaviões, pavões e urubus fazem
Façamos, vamos amar

Dourados no Solimões fazem
Camarões em Camarões fazem
Façamos, vamos amar

Piranhas só por fazer fazem
Namorados por prazer fazem
Façamos, vamos amar

Peixes elétricos bem fazem
Entre beijos e choques
Cações também fazem
Sem falar nos hadoques

Salmões no sal, em geral, fazem
Bacalhaus no mar em
Portugal fazem
Façamos, vamos amar

Libélulas em bambus fazem
Centopéias sem tabus fazem
Façamos, vamos amar

Os louva-deuses com fé fazem
Dizem que bichos de pé fazem
Façamos, vamos amar

As taturanas também fazem
com um ardor incomum
Grilos meu bem fazem
E sem grilo nenhum

Com seus ferrões os zangões fazem
Pulgas em calcinhas e calções fazem
Façamos, vamos amar

Tamanduás e tatus fazem
Corajosos cangurus fazem
Façamos, vamos amar

(Vem com a mãe)

Coelhos só e tão só fazem
Macaquinhos no cipó fazem
Façamos, vamos amar

Gatinhas com seus gatões fazem
Tantos gritos de ais
Os garanhões fazem
Esses fazem demais

Leões ao léu, sob o céu, fazem
Ursos lambuzando-se no mel fazem
Façamos, vamos amar
Façamos, vamos amar

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Ah, como eu não tinha visto isso ainda?!

Com Chico Buarque na FLIP

Milton Hatoum
De São Paulo

Não foi fácil participar de uma mesa com Chico Buarque na Festa Literária Internacional de Paraty. O assédio a um dos artistas mais talentosos e queridos do Brasil inibe qualquer um. Leitores e fãs viajaram das cidades mais distantes para ver e ouvir Chico Buarque. Encontrei gente de Manaus, do interior da Bahia, do Piauí, de Goiás e do Rio Grande do Sul. Alguns leitores subiram em árvores para fotografar seu ídolo, e por pouco não se jogaram lá de cima. Essa idolatria – que revela um grau exacerbado de admiração – é compreensível. Mas o foco do debate, com a ótima mediação de Samuel Titan Jr., foi mesmo a literatura, como o leitor pode constatar na internet.

Entre vários recursos técnicos bem realizados, duas coisas me impressionaram no romance Leite derramado: a concisão da obra e a linguagem que forjou esse mandamento da brevidade. Em duzentas páginas, a vida de Eulálio e de várias gerações da família Assumpção são evocadas por pinceladas rápidas, mas fortes.

No excelente texto da orelha, Leyla Perrone-Moisés assinalou justamente essa originalidade em relação ao gênero literário. Sagas romanescas pedem centenas de páginas, quando não vários volumes em que se expandem os conflitos e as mudanças de sucessivas gerações de uma família. Chico fez de uma saga balofa um romance fino, e o que poderia ter sido um mural ou painel, reduziu-se a uma bela iluminura.

Foi um aperitivo. Texto completo no Terra Magazine.

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Já citei este vídeo em um dos meus posts bem antigos.

Retomo-o porque pra mim é arrebatador: a letra, como eles se olham, a voz doce de Paulinha, o som solitário do violão, o crescente da música, o carinho de Chico.

Antes de começar o show de um CD ao vivo, Luiz Melodia decreta: “então, música nos seus ouvidos”.

Aqui, com Chico e Paulinha, complemento: beleza nos seus olhos.

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Milton Hatoum divide mesa com Chico Buarque

Um dos nomes mais destacados da literatura brasileira contemporânea, Milton Hatoum (1952) chamou atenção da crítica em 1989, com a publicação de seu romance de estreia, Relato de um certo Oriente. Nascido em Manaus, costuma discutir, em seus relatos, as contradições da região e as implicações psicológicas da identidade fragmentada de seus personagens. Estas questões estão presentes em Dois irmãos (2000), vencedor do Prêmio Jabuti. Em 2006, o autor recebeu o Portugal Telecom pelo romance Cinzas do Norte. Recentemente, Hatoum publicou seu primeiro livro de contos, A cidade ilhada (2009). (Texto da FLIP)

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Chico na FLIP

Músico, dramaturgo e escritor, Chico Buarque (1944, Rio de Janeiro) publicou neste ano seu quinto livro, o romance Leite derramado, que reconstrói a saga de uma família aristocrática por um de seus descendentes e sugere um paralelo com a história do Brasil. Chico tornou-se conhecido por sua produção musical e lançou mais de 40 discos, como Construção (1971) e Paratodos (1993). Iniciou a carreira literária com Fazenda modelo (1974), mas Estorvo (1991), vencedor do Jabuti, deu início à fase madura de sua prosa, que também inclui Benjamin (1995) e Budapeste (2003). Ele escreveu cinco peças de teatro, entre elas Roda viva (1967) e Ópera do malandro (1977). (Texto do Amigos do Livro)

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