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Posts Tagged ‘fernando pessoa’

Cidades por escrito

Instituto Moreira Salles oferece curso sobre a relação dos autores com as cidades

Estão abertas as inscrições para o curso ‘Cidades por escrito’ Centro Cultural do Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro que começa no dia 13 de maio.

Especialistas analisam a obra de grandes autores brasileiros e estrangeiros que escreveram sobre grandes cidades, em sete encontros, abrangendo a prosa e a poesia.

13 de maio – das 19h às 21h

A Paris escrita por Flaubert, por Samuel Titan Jr.

20 de maio – das 19h às 21h

O Rio de Janeiro escrito por Machado de Assis, por José Miguel Wisnik

27 de maio – das 19h às 21h

A Praga escrita por Kafka, por Modesto Carone

1 de junho – das 19h às 21h

A Lisboa escrita por Fernando Pessoa, por Cleonice Berardinelli

8 de junho – das 19h às 21h

A Buenos Aires escrita por Borges, por Davi Arrigucci Jr.

17 de junho – das 19h às 21h

A Sevilha escrita por João Cabral de Melo Neto, por Antonio Carlos Secchin

24 de junho – das 19h às 21h

A Brasília escrita por Clarice Lispector, por Carlos Mendes de Sousa

Serviço:
Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea

Pesquei lá no Saraiva Conteúdo

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vazio em Lisboa
cheio de si-mesmos
caminha Pessoa

*Inspirado na poesia “Identidades do Poeta”, de Drummond, citada no post anterior.

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pessoa4
Pra saudar a semana que se inicia: Drummond saúda Pessoa. (Retiradas do Alguma Poesia)

SONETILHO DO FALSO FERNANDO PESSOA

Onde nasci, morri.
Onde morri, existo.
E das peles que visto
muitas há que não vi.

Sem mim como sem ti
posso durar. Desisto
de tudo quanto é misto
e que odiei ou senti.

Nem Fausto nem Mefisto,
à deusa que se ri
deste nosso oaristo,

eis-me a dizer: assisto
além, nenhum, aqui,
mas não sou eu, nem isto.

Carlos Drummond de Andrade
In Claro Enigma
José Olympio, 1951
© Graña Drummond

AS IDENTIDADES DO POETA
(trecho)

(…)

Fernando Pessoa caminha sozinho
pelas ruas da Baixa,
pela rotina do escritório
mercantil hostil
ou vai, dialogante, em companhia
de tantos si-mesmos
que mal pressentimos
na seca solitude
de seu sobretudo?

Afinal, quem é quem, na maranha
de fingimento que mal finge
e vai tecendo com fios de astúcia
personas mil na vaga estrutura
de um frágil Pessoa?

(…)

Carlos Drummond de Andrade
In Farewell
Record, 1996
© Graña Drummond

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