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Ah, como eu não tinha visto isso ainda?!

Com Chico Buarque na FLIP

Milton Hatoum
De São Paulo

Não foi fácil participar de uma mesa com Chico Buarque na Festa Literária Internacional de Paraty. O assédio a um dos artistas mais talentosos e queridos do Brasil inibe qualquer um. Leitores e fãs viajaram das cidades mais distantes para ver e ouvir Chico Buarque. Encontrei gente de Manaus, do interior da Bahia, do Piauí, de Goiás e do Rio Grande do Sul. Alguns leitores subiram em árvores para fotografar seu ídolo, e por pouco não se jogaram lá de cima. Essa idolatria – que revela um grau exacerbado de admiração – é compreensível. Mas o foco do debate, com a ótima mediação de Samuel Titan Jr., foi mesmo a literatura, como o leitor pode constatar na internet.

Entre vários recursos técnicos bem realizados, duas coisas me impressionaram no romance Leite derramado: a concisão da obra e a linguagem que forjou esse mandamento da brevidade. Em duzentas páginas, a vida de Eulálio e de várias gerações da família Assumpção são evocadas por pinceladas rápidas, mas fortes.

No excelente texto da orelha, Leyla Perrone-Moisés assinalou justamente essa originalidade em relação ao gênero literário. Sagas romanescas pedem centenas de páginas, quando não vários volumes em que se expandem os conflitos e as mudanças de sucessivas gerações de uma família. Chico fez de uma saga balofa um romance fino, e o que poderia ter sido um mural ou painel, reduziu-se a uma bela iluminura.

Foi um aperitivo. Texto completo no Terra Magazine.

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Agência O Globo

“Quando Chico Buarque leu “Órfãos do Eldorado”, de Milton Hatoum, não teve dúvida: “Esse cara copiou meu livro”. Hatoum, porém, havia publicado bem antes de “Leite derramado” chegar às prateleiras, ao que Chico concluiu: “Então ele me copiou e publicou mais rápido”. Diante de Hatoum, na última mesa da Flip da sexta-feira (3), o compositor acabou por reconhecer que a culpa só caberia a si mesmo. “Eu sou inocente”, declarou Chico. Foi um das muitas piadas que os dois autores, apesar de tímidos, fizeram durante o encontro.

As coincidências entre os dois, não somente relacionadas às duas obras, são várias, como lembrou o mediador, o crítico literário Samuel Titan Jr. Ambos estudaram arquitetura, começaram a publicar na maturidade e estavam ali para debater sobre a quarta obra de suas vidas, nos dois casos relatos breves.

As semelhanças entre os livros de fato são muitas: há um narrador já velho e uma figura feminina ambígua. A certa altura, a trama de Chico menciona a mesma Manaus de Hatoum. “Quando li essa passagem sobre Manaus, fiquei me perguntando como você chegou a essas informações”, explicou Hatoum. Chico respondeu com mais uma piada: “Usamos o mesmo google”.

Hatoum disse que havia pedido ajuda a uma sobrinha em Manaus para descobrir histórias de falcatruas de intendentes do começo do século. “Pedi umas duas histórias, minha sobrinha me apareceu com 26.”

Chico contou que conhecia um pouco de história por ouvir seu pai, o historiador Sergio Buarque de Holanda, e não exatamente por ler seus livros. “Papai gostava muito de fofocas também.””

*Matéria publicada em O Livreiro, onde a íntegra pode ser conferida.

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Cobertura FLIP

Retirado do site da FLIP

A organização da Festa Literária Internacional de Paraty facilitou um bocado o acesso dos internautas às discussões. Através do site da FLIP é possível acompanhar debates ao vivo, ver vídeos das mesas que ja passaram (no You Tube), fotos, Twitter, podcasts. Muito bom.

Daqui a pouco, às 19 horas, por exemplo, tem a mesa com Chico Buarque e Milton Hatoum, falando sobre o tema “Sequências Brasileiras”. Mediação de Samuel Titan Jr.

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Milton Hatoum divide mesa com Chico Buarque

Um dos nomes mais destacados da literatura brasileira contemporânea, Milton Hatoum (1952) chamou atenção da crítica em 1989, com a publicação de seu romance de estreia, Relato de um certo Oriente. Nascido em Manaus, costuma discutir, em seus relatos, as contradições da região e as implicações psicológicas da identidade fragmentada de seus personagens. Estas questões estão presentes em Dois irmãos (2000), vencedor do Prêmio Jabuti. Em 2006, o autor recebeu o Portugal Telecom pelo romance Cinzas do Norte. Recentemente, Hatoum publicou seu primeiro livro de contos, A cidade ilhada (2009). (Texto da FLIP)

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Chico na FLIP

Músico, dramaturgo e escritor, Chico Buarque (1944, Rio de Janeiro) publicou neste ano seu quinto livro, o romance Leite derramado, que reconstrói a saga de uma família aristocrática por um de seus descendentes e sugere um paralelo com a história do Brasil. Chico tornou-se conhecido por sua produção musical e lançou mais de 40 discos, como Construção (1971) e Paratodos (1993). Iniciou a carreira literária com Fazenda modelo (1974), mas Estorvo (1991), vencedor do Jabuti, deu início à fase madura de sua prosa, que também inclui Benjamin (1995) e Budapeste (2003). Ele escreveu cinco peças de teatro, entre elas Roda viva (1967) e Ópera do malandro (1977). (Texto do Amigos do Livro)

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