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Posts Tagged ‘Livros’

“Escrevo ouvindo música, vendo televisão, parando para botar um filme, DVD… Já tenho esse processo tudo-ao-mesmo-tempo-agora-junto-e-misturado. Uma coisa acaba parando na outra. Uma letra que eu faça para Fernanda Abreu pode chegar a ser burilada, virar uma história. Não fico escrevendo e colocando na gaveta. Isso pra mim não existe”, afirma Fawcett.

Entrevista na íntegra no Saraiva Conteúdo.

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A editora L&PM preparou uma edição especial dos títulos da escritora gaúcha Martha Medeiros para o Dia das Mães: uma caixa com cinco livros já lançados pela Coleção L&PM Pocket.

Quatro dos exemplares reúnem crônicas da autora: Trem-bala (R$ 16), Non stop (R$ 16), Coisas da vida (R$ 16) e Montanha-Russa (R$ 16) – este último vencedor do Prêmio Jabuti 2005. Há ainda Cartas extraviadas e outros poemas (R$ 13), livro que reúne poemas da autora.

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“E por que teimo em guardar os livros se tenho certeza que nunca os lerei? Por cupidez ou esquecimento. Mais provavelmente porque os deixei na oitava prateleira de minha estante monumental, onde quase nunca os alcanço. Amamos até mesmo os que nunca lemos, pois eles fazem parte de nossa história. O desmonte de uma biblioteca nos obriga a repensar o significado dos livros, a avaliar se continuamos ou não com eles, a desfazer um contrato amoroso que dura trinta ou quarenta anos”.

Ronaldo Correia de Brito, no Terra Magazine.

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A Brasiliana – “Nós sempre fomos depositários dos livros, muito mais do que proprietários, porque a gente passa e os livros ficam”.

O vírus da leitura – “Eu procuro inocular, no maior número possível de pessoas que eu encontro, especialmente crianças e jovens, o vírus do amor ao livro e à leitura”.

A eterna companheira – “E ela lia os livros que eu ia comprando (…). Quando havia uma coisa muito extravagante, que eu hesitava em comprar, geralmente ela me encorajava a comprar. Eu nunca precisei entrar em casa com um livro escondido, como acontece com muitos colecionadores”.

Uma linda homenagem. Vale a pena conferir.

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Martha Medeiros concedeu uma entrevista à Saraiva Conteúdo que vale a pena ser lida. A bola da vez é o filme Divã, baseado em livro dela.  Trechos da entrevista abaixo.

“O que chegou primeiro: a prosa ou a poesia?

Medeiros. Primeiro veio a poesia. Achei que ia parar na poesia, inclusive. Nunca achei que tivesse talento para prosa. Meu primeiro livro de poesia saiu por aquela coleção, Cantadas Literárias, do Caio Graco Prado, na Brasiliense. Nossa, achei um luxo.

Foi nessa coleção que o Caio Fernando Abreu lançou o primeiro livro…

Medeiros. Nesta coleção estava Ana Cristina César, LeminskiCacasoChacal… Era uma turma da pesada, eu tive a sorte de ter meu livro editado por essa coleção. Em seguida com o primeiro, vem o segundo, o terceiro… Daí as portas se abrem com mais facilidade. Mas eu achei que ia ser pra sempre assim: a poesia como uma espécie de hobby e a propaganda – trabalhei anos como publicitária – a minha profissão. Não imaginei que ia ter esses desdobramentos todos. Foi uma surpresa que eu começasse a escrever crônica, depois ficção, e que acontecesse tudo isso.

Você sente mais prazer em trabalhar com um determinado gênero?

Medeiros. Prazer eu tenho em escrever, ponto. Gosto de todos. Mas eu admito que a ficção é mais desafiadora para mim, justamente porque é o que tenho menos experiência. É interessante criar um personagem, me dá uma certa liberdade de experimentar mais emoções que não vivi, coisas novas. Apesar de que sou muito umbilical, escrevo muito sobre meu universo. Mas ainda assim a ficção me desafia. Porque eu não sei escrever ficção! Essa que é a verdade. Não sei nem se a gente sabe escrever. Ou se eu sei escrever crônica ou poesia, ao menos tenho mais familiaridade. Com ficção ainda não, mesmo com o Divã (Objetiva, 2002) sendo o sucesso que foi e tudo… Ainda é uma coisa meio surpreendente para mim. Como leitora, gosto mais de ficção do que de poesia e de crônica. Então é interessante desenvolver mais esse lado. Mas prazer eu sinto com todos os gêneros”.

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Peguei lá no “Caderno de Saramago”. Quem está procurando indicações de autores (e não de livros, exatamente), vale a pena dar uma olhada na “família de espírito” que Saramago constrói. Tudo bem que lá é verão e aqui já temos o inverno, mas como as estações aqui são meio “fajutas”, as dicas estão valendo!

“Com os primeiros calores, já se sabe, é fatal como o destino, jornais e revistas, e uma vez por outra alguma televisão de gostos excêntricos, vêm perguntar ao autor destas linhas que livros recomendaria ele para ler no Verão. Tenho-me furtado sempre a responder, porquanto considero a leitura actividade suficientemente importante para dever ocupar-nos durante todo o ano, este em que estamos e todos os que vierem. Um dia, perante a insistência de um jornalista teimoso que não me largava a porta, resolvi ladear a questão de uma vez por todas, definindo o que então chamei a minha “família de espírito”, na qual, escusado será dizer, faria figura de último dos primos. Não foi uma simples lista de nomes, cada um deles levava a sua pequena justificação para que melhor se entendesse a escolha dos parentes. Incluí nos Cadernos de Lanzarote a imagem final da “árvore genealógica” que me tinha atrevido a esboçar e repito-a aqui para ilustração dos curiosos. Em primeiro lugar vinha Camões porque, como escrevi em O Ano da Morte de Ricardo Reis, todos os caminhos portugueses a ele vão dar. Seguiam-se depois o Padre António Vieira, porque a língua portuguesa nunca foi mais bela que quando a escreveu esse jesuíta, Cervantes, porque sem o autor do Quixote a Península Ibérica seria uma casa sem telhado, Montaigne, porque não precisou de Freud para saber quem era, Voltaire, porque perdeu as ilusões sobre a humanidade e sobreviveu ao desgosto, Raul Brandão, porque não é necessário ser um génio para escrever um livro genial, o Húmus, Fernando Pessoa, porque a porta por onde se chega a ele é a porta por onde se chega a Portugal (já tínhamos Camões, mas ainda nos faltava um Pessoa), Kafka, porque demonstrou que o homem é um coleóptero, Eça de Queiroz, porque ensinou a ironia aos portugueses, Jorge Luis Borges, porque inventou a literatura virtual, e, finalmente, Gogol, porque contemplou a vida humana e achou-a triste. Que tal? Permitam-me agora os leitores uma sugestão. Organizem também a sua lista, definam a “família de espírito” literária a que mais se sentem ligados. Será uma boa ocupação para uma tarde na praia ou no campo. Ou em casa, se o dinheiro não deu para férias este ano”.

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