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Posts Tagged ‘milton hatoum’

51° Jabuti anuncia seus vencedores

Moacyr Scliar venceu na categoria romance, com Manual da paixão solitária. Milton Hatoum ficou em segundo lugar com Órfãos do Eldorado e Cordilheira garantiu a Daniel Galera a terceira colocação.

Vanessa Bárbara teve seu O livro amarelo do terminal premiado com o primeiro lugar na categoria reportagem. Entre os indicados na categoria poesia, venceu Dois em um, de Alice Ruiz, seguido por Antigos e soltos: poemas e prosas da pasta rosa, organizado pelo Instituto Moreira Salles, e Cinemateca, de Eucanaã Ferraz.

Na categoria biografia, Lilia Moritz Schwarcz foi a primeira colocada, com O sol do Brasil, seguida por José Mario Pereira, com José Olympio, o editor e sua casa, e Humberto Werneck, com O santo sujo: a vida de Jayme Ovalle.

Para ver a lista completa dos vencedores, acesse http://www.cbl.org.br/jabuti.

*Texto retirado do Blog da FLIP.

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jambo

enquanto vagueia
este gosto de nuvem pelo céu da boca

– alma vermelha dourada –

verte o que virá
pois é quase primavera
e cada parede de dentro de ti
sussurra sedenta
do sulco da flor
do extrato do amor

é quase primavera
e os pés de jambo
saciam o tesão da terra

*Pensei em jambo ante isso aqui:

“Depois serviu-lhe suco de jambo, armou a rede no alpendre e pôs ali uma mesinha com pupunhas cozidas e um bule de café. Ele deitou na rede e, com um gesto, pediu que minha mãe ficasse junto dele”.

Retirado de Dois Irmãos, do Milton Hatoum, que tem me consumido – positivamente – as pestanas e os cílios .

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Ah, como eu não tinha visto isso ainda?!

Com Chico Buarque na FLIP

Milton Hatoum
De São Paulo

Não foi fácil participar de uma mesa com Chico Buarque na Festa Literária Internacional de Paraty. O assédio a um dos artistas mais talentosos e queridos do Brasil inibe qualquer um. Leitores e fãs viajaram das cidades mais distantes para ver e ouvir Chico Buarque. Encontrei gente de Manaus, do interior da Bahia, do Piauí, de Goiás e do Rio Grande do Sul. Alguns leitores subiram em árvores para fotografar seu ídolo, e por pouco não se jogaram lá de cima. Essa idolatria – que revela um grau exacerbado de admiração – é compreensível. Mas o foco do debate, com a ótima mediação de Samuel Titan Jr., foi mesmo a literatura, como o leitor pode constatar na internet.

Entre vários recursos técnicos bem realizados, duas coisas me impressionaram no romance Leite derramado: a concisão da obra e a linguagem que forjou esse mandamento da brevidade. Em duzentas páginas, a vida de Eulálio e de várias gerações da família Assumpção são evocadas por pinceladas rápidas, mas fortes.

No excelente texto da orelha, Leyla Perrone-Moisés assinalou justamente essa originalidade em relação ao gênero literário. Sagas romanescas pedem centenas de páginas, quando não vários volumes em que se expandem os conflitos e as mudanças de sucessivas gerações de uma família. Chico fez de uma saga balofa um romance fino, e o que poderia ter sido um mural ou painel, reduziu-se a uma bela iluminura.

Foi um aperitivo. Texto completo no Terra Magazine.

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Milton Hatoum divide mesa com Chico Buarque

Um dos nomes mais destacados da literatura brasileira contemporânea, Milton Hatoum (1952) chamou atenção da crítica em 1989, com a publicação de seu romance de estreia, Relato de um certo Oriente. Nascido em Manaus, costuma discutir, em seus relatos, as contradições da região e as implicações psicológicas da identidade fragmentada de seus personagens. Estas questões estão presentes em Dois irmãos (2000), vencedor do Prêmio Jabuti. Em 2006, o autor recebeu o Portugal Telecom pelo romance Cinzas do Norte. Recentemente, Hatoum publicou seu primeiro livro de contos, A cidade ilhada (2009). (Texto da FLIP)

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milton-hatoumCopio e colo o e-mail do jornalista Cláudio Leal que dá ciência do evento. O texto, por si só, é uma delícia de ler. Espero que Cláudio não se zangue pela reprodução…

Povo bahieense,
 
O escritor Milton Hatoum lançará amanhã (19) seu primeiro livro de contos, “A cidade ilhada”, em Salvador, na livraria Tom do Saber, às 19h.
 
A visita promete aprofundar sua relação literária e afetiva com a Bahia. Nascido em Manaus, Hatoum constrói uma obra sólida de romancista, sem apegos ao tempo agalopado. Matura a memória para reinventá-la. Comprovam seu rigor os livros Relato de um certo Oriente, Dois Irmãos, Cinzas do Norte e Órfãos do Eldorado. Em 2010, Dois Irmãos vira minissérie, sob direção de Luiz Fernando Carvalho.

Em agosto de 2008, o jornal Le Monde fez uma série com 15 escritores e o escolheu para representar a literatura brasileira.
 
Palpite: ao correr as ruas apertadas e ver os casarios de Salvador, Milton se sentirá invadido pelo desejo de Manuel Bandeira, ao visitar essas plagas em 1927: anotou a vontade doida de comprar dois sobradões “de 4 andares e sotéia”. Um pra ele, outro para Mário de Andrade.
 
Apesar de andar em uma metrópole que insiste em negar uma vocação histórica, dirigida por alcaides pequenuchos, aposto que o escritor relembrará passagens da obra de Jorge Amado, a quem conheceu em Paris. Guarda uma saborosa história.

No início da década de 90, Hatoum lamentou a Jorge:
 
– É difícil viver de literatura e formar leitores no Brasil.
 
Hatoum lançara, em 1989, “Relato”. Alma generosa, ainda mais numa mesa parisiense regada a vinho, Jorge ensinou o caminho das pedras:
 
– Ah, é fácil. Basta escrever 30 livros. Lança um livro, cata uns leitores, no segundo mais outros, e vai juntando todos eles. Depois de 30 livros, você vende bem.
 
Milton fez as contas:
 
– Então só faltam 29 livros!
 
Jorge piscou o olho:
 
– Mas é!
 
O romancista amazonense não chegou a concretizar o desejo de visitar o autor de “A Morte e a Morte de Quincas Berro d’Água” na casa do Rio Vermelho. Mas os rápidos encontros revolvem nessas águas de março. Amado segue a ser sua medida afetiva da Bahia de quase todos os pecados – e alguns santos, entre os quais não nos encontramos.
 
Abraços, e compareçam ao lançamento!
Claudio.

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