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Posts Tagged ‘música’

“Escrevo ouvindo música, vendo televisão, parando para botar um filme, DVD… Já tenho esse processo tudo-ao-mesmo-tempo-agora-junto-e-misturado. Uma coisa acaba parando na outra. Uma letra que eu faça para Fernanda Abreu pode chegar a ser burilada, virar uma história. Não fico escrevendo e colocando na gaveta. Isso pra mim não existe”, afirma Fawcett.

Entrevista na íntegra no Saraiva Conteúdo.

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Eu queria acompanhar. Adriana Calcanhoto e Ferreira Gullar. Foi na Casa do Saber, no Rio de Janeiro. Vejam só.

“A poesia nasce do espanto. Uns poemas nascem da reflexão, outros do acontecimento.”, disse o poeta ao falar sobre o nascimento de um poema, que surgiu ao olhar uma foto aérea da sua cidade natal quando trabalhava como editor de uma revista de arquitetura no Rio.

Ao falar sobre o poema ‘A Casa’, escrito no Brasil e reescrito em Moscou, Gullar afirmou: “A vida é uma invenção”. Os versos foram reescritos porque, ao sair do país, o poeta achou que tivesse perdido o papel. Mas ao retornar para casa descobriu que o poema descansava na gaveta.

A criação de um belo poema, partindo ou não de uma realidade inventada, pode surgir de um simples cheiro de uma flor ou uma fruta:

“Desde criança como tangerina e o cheiro dela me persegue. O cheiro me remetia a algo escondido. Eu queria escrever um poema, mas não tinha o que escrever. Escrever o que? ‘A tangerina é bonita’? Não. Fui pesquisar, descobri que tangerina é a laranja da China. Até que o poema começou a nascer de uma frase: ‘Com raras exceções, os minerais não tem cheiro’. Percebi o nascimento e comecei a escrever. Temos de ficar atentos ao nascimento do poema”, afirma Gullar e completa:

“Sabe quando escrevi ‘Nasce o poema’? Eu estava numa entrevista quando uma repórter me perguntou: ‘Como nasce o poema’? Comecei a explicar e percebi que estava nascendo o poema. Terminei a entrevista e fui para casa escrever o poema que estava nascendo.”

Tá tudo lá, no Saraiva Conteúdo.

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Para cultivar e incetivar o amor.

Os cidadãos no Japão fazem
Lá na China um bilhão fazem
Façamos, vamos amar

Os espanhóis, os lapões fazem
Lituanos e letões fazem
Façamos, vamos amar

Os alemães em Berlim fazem
E também lá em Bonn
Em Bombaim fazem
Os hindus acham bom

Nisseis, níqueis e sansseis fazem
Lá em São Francisco muitos gays fazem
Façamos, vamos amar

Os rouxinóis nos saraus fazem
Picantes pica-paus fazem
Façamos, vamos amar

Uirapurus no Pará fazem
Tico-ticos no fubá fazem
Façamos, vamos amar

Chinfrins, galinhas afim fazem
E jamais dizem não
Corujas sim fazem, sábias como elas são

Muitos perus todos nus fazem
Gaviões, pavões e urubus fazem
Façamos, vamos amar

Dourados no Solimões fazem
Camarões em Camarões fazem
Façamos, vamos amar

Piranhas só por fazer fazem
Namorados por prazer fazem
Façamos, vamos amar

Peixes elétricos bem fazem
Entre beijos e choques
Cações também fazem
Sem falar nos hadoques

Salmões no sal, em geral, fazem
Bacalhaus no mar em
Portugal fazem
Façamos, vamos amar

Libélulas em bambus fazem
Centopéias sem tabus fazem
Façamos, vamos amar

Os louva-deuses com fé fazem
Dizem que bichos de pé fazem
Façamos, vamos amar

As taturanas também fazem
com um ardor incomum
Grilos meu bem fazem
E sem grilo nenhum

Com seus ferrões os zangões fazem
Pulgas em calcinhas e calções fazem
Façamos, vamos amar

Tamanduás e tatus fazem
Corajosos cangurus fazem
Façamos, vamos amar

(Vem com a mãe)

Coelhos só e tão só fazem
Macaquinhos no cipó fazem
Façamos, vamos amar

Gatinhas com seus gatões fazem
Tantos gritos de ais
Os garanhões fazem
Esses fazem demais

Leões ao léu, sob o céu, fazem
Ursos lambuzando-se no mel fazem
Façamos, vamos amar
Façamos, vamos amar

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Como nascem as letras, as músicas…

“Ana Luíza foi uma moça bonita que apareceu no Antonio’s, num dia que estava chovendo. Ela correu para aquela varandinha do Antonio’s. Era uma moça alta, grande, uma grande moça e uma moça grande. Estavam lá Chico Buarque, Carlinhos de Oliveira, uma quadrilha imensa. Chico começou a falar com aquele riso dele, aquelas palavras incríveis e depois a chuva passou e ela foi embora. E ficou o nome. Depois aconteceu que me casei com Ana e mais tarde nasceu minha filha Luíza. E eu fiz uma canção premonitória, aquela “Luíza”, boa canção, canção forte. Já me perguntaram se a canção foi feita para ela. Foi feita na casa da Rua Peri, aqui embaixo, a uns 300 metros, e depois Luíza nasceu já aqui na casa da Rua Sara Vilela”.

Trecho extraído do site oficial do Tom Brasileiro.

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