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Martha Medeiros concedeu uma entrevista à Saraiva Conteúdo que vale a pena ser lida. A bola da vez é o filme Divã, baseado em livro dela.  Trechos da entrevista abaixo.

“O que chegou primeiro: a prosa ou a poesia?

Medeiros. Primeiro veio a poesia. Achei que ia parar na poesia, inclusive. Nunca achei que tivesse talento para prosa. Meu primeiro livro de poesia saiu por aquela coleção, Cantadas Literárias, do Caio Graco Prado, na Brasiliense. Nossa, achei um luxo.

Foi nessa coleção que o Caio Fernando Abreu lançou o primeiro livro…

Medeiros. Nesta coleção estava Ana Cristina César, LeminskiCacasoChacal… Era uma turma da pesada, eu tive a sorte de ter meu livro editado por essa coleção. Em seguida com o primeiro, vem o segundo, o terceiro… Daí as portas se abrem com mais facilidade. Mas eu achei que ia ser pra sempre assim: a poesia como uma espécie de hobby e a propaganda – trabalhei anos como publicitária – a minha profissão. Não imaginei que ia ter esses desdobramentos todos. Foi uma surpresa que eu começasse a escrever crônica, depois ficção, e que acontecesse tudo isso.

Você sente mais prazer em trabalhar com um determinado gênero?

Medeiros. Prazer eu tenho em escrever, ponto. Gosto de todos. Mas eu admito que a ficção é mais desafiadora para mim, justamente porque é o que tenho menos experiência. É interessante criar um personagem, me dá uma certa liberdade de experimentar mais emoções que não vivi, coisas novas. Apesar de que sou muito umbilical, escrevo muito sobre meu universo. Mas ainda assim a ficção me desafia. Porque eu não sei escrever ficção! Essa que é a verdade. Não sei nem se a gente sabe escrever. Ou se eu sei escrever crônica ou poesia, ao menos tenho mais familiaridade. Com ficção ainda não, mesmo com o Divã (Objetiva, 2002) sendo o sucesso que foi e tudo… Ainda é uma coisa meio surpreendente para mim. Como leitora, gosto mais de ficção do que de poesia e de crônica. Então é interessante desenvolver mais esse lado. Mas prazer eu sinto com todos os gêneros”.

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o poeta abre a estrada a machado

brilha o metal

a camada descoberta
nutre o peito meio amargo
meio sôfrego

a partir dali
cada corte
é lasca do escrito que vai brilhar

ah! peito a descoberto,
quanta seiva há de brotar ainda!

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